Absurdo sem tamanho saber que Supremo Tribunal Federal votará a respeito do presidencialismo

Não perdi minha capacidade de se indignar, mesmo sabendo que o golpe de 2016 não parou na Dilma, aliás, ela foi só um detalhe para os oligarcas hegemonistas – podem apostar, há áudios bem piores do que o do Jucá, e que não chegarão ao nosso conhecimento… Portanto, ABSURDO sem tamanho saber que o Supremo vai votar a respeito do presidencialismo!

11 juízes, afastados da sociedade, de nós, vão votar um tema dessa magnitude, que nos impacta diretamente junto com a história do país, por si mesmos, como bem entenderem, naquele método ultrapassado, imperialista, autoritário, anti-pluralista deles de trazer voto pré-escrito, ou seja, assumindo que debate e diálogo – nem com o povo brasileiro, nem entre eles próprios – é importante para a tomada de decisão.

NÃO HÁ NINGUÉM QUE POSSA FAZER ALGO?! Não há nem mesmo um Tribunal Constituinte, que fosse acima do STF, responsável por zelar pela Constituição, por revogar, se preciso, suas decisões descabidas. Isso deveria ser colocado em REFERENDO ou PLEBISCITO para NÓS votarmos! DESPOTISMO SEM TAMANHO! Nossa cidadania se resume a apenas observar os fatos decididos de costas para nós pelo congresso, supremo, senado, planalto, TODOS abaixo do nível crítico?! É tudo muito cretino, absurdo, antidemocrático!

Mais cretino ainda saber quanto cada um deles ganha, faça crise ou não, mais ainda saber que formam, esses poderes, as únicas categorias deste país capazes de aumentar os próprios benefícios, sempre por conta própria. Por estas e outras parecemos mais próximos de um absolutismo ou de uma ditadura jurídico-política do que de uma república democrática, civil.

Nós sabemos por que não nos consultam. Provavelmente pelo terrível medo deles. Porque nos anos 90 esse sistema não foi escolhido em votação popular.

Outro ponto, que eu não quero me alongar por motivos óbvios, é o de que o parlamentarismo seria uma lástima 1) com este Congresso composto não só por deputados eleitos, mas outros mais que vão com os eleitos e que nem sabemos quem são, dado o sistema pernicioso que precisa duma reforma política urgente, 2) com este Congresso que já espolia a nação de maneira escancarada, centralizado em poderios de um ou dois partidos sem ideais e que só buscam hegemonismo e o poder pelo poder, 3) com este Congresso que já coloca contra a parede um representante eleito em voto popular nacional que por ventura contrarie seus interesses e o de seus empresários, lobistas, fundamentalistas, ruralistas, extremistas, etc. – toda exceção, e elas felizmente existem, confirma a regra… O presidencialismo deve ser evitado no momento.

Tirando uma ou outra decisão “progressista” do STF, ainda não vi reformas de base realmente transformadoras serem colocadas em pauta, pois desestabilizariam o status quo secular deste país. É preciso um novo julho de 2013 contra essas castas políticas e jurídicas indolentes!

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