Arte e Tecnologia Quântica

ARTE E TECNOLOGIA QUÂNTICA.

O grande problema da Arte hoje é a Tecnologia. A tecnologia avançou tanto que os artistas ficaram pra trás. Então, para se ter uma nova ideia e para se criar uma nova arte, é preciso entender e se apropriar da força da tecnologia. Mas os artistas de hoje não sabem nada de tecnologia. E quem sabe de tecnologia não sabe nada de arte.

Eis o grande problema. Não basta dizer que tudo já foi criado em arte ou que ela morreu – é preciso admitir a própria burrice e preguiça, o próprio atraso.

Os usos que a arte fez até agora da tecnologia nas últimas décadas – como a video-instalação, a arte digital, o virtual, etc. (para não falar do papel, da caneta, da tinta, do Word, do pincel, do palco, da tela, do microfone, etc.) – ainda são pertinentes e importantes, mas esgotados, porque uma nova tecnologia muito mais estimulante e complexa surgiu.

Para entendê-la melhor, artistas, é preciso invadir espaços dominantes e erroneamente considerados como não-artísticos.

O que esse boom de ensino técnico e profissionalizante tem de desprezível é a sua infecundidade em termos existenciais e em termos de formação humana. Mentalidade prática apenas para o progresso material. Os números – nessa sociedade cada vez mais técnica e de ideologia capitalista – estão substituindo os homens. Estão nos substituindo.

Certo, mas por que essa briga entre Arte e Tecnologia? Não, a arte precisa entendê-la e se apropriar dela, justamente por isso, até mesmo como dispositivo gerador de potência e criatividade contra a mesmice, o cansaço, a repetição, o clichê, a cópia – e a favor da inovação estética.

Então qual caminho seguir? Talvez o avanço do avanço da tecnologia hoje em dia seja a tecnologia quântica e todos os seus correlatos: mecânica quântica, entrelaçamento quântico, tunelamento quantico, e aplicações práticas como a engenharia quântica, a computação quântica, a criptografia quântica, a simulação quântica, a metrologia quântica, o sensor quântico, e a imagem quântica.

Que artista sabe sobre isso?! Ao contrário, evitam.

Curiosidade! Se você quer ser um camarada do amanhã, se ligue nisso desde já.

A teoria revolucionária, como se sabe, emerge no começo do século passado, influencia (intelectualmente, não tecnologicamente) sobretudo o Cubismo (um mesmo objeto visto de diferentes ângulos ao mesmo tempo = Einstein e Teoria da Relatividade), mas todas essas aplicações citadas acima, em termos práticos e tecnológicos, são novíssimas – não têm mais do que 20 anos!

Em termos artísticos, é engatinhar primitivíssimo, é praticamente zero – ainda!

Toda arte precisa entender essa nova tecnologia quântica para experimentarmos como seria uma arquitetura quântica, uma poesia quântica, uma literatura em prosa quântica, um cinema quântico, uma arte plástica quântica, um teatro quântico, uma dança quântica, uma música quântica, uma fotografia quântica, etc.

Dentre os diversos problemas desse casamento, não está apenas a imensa dificuldade de entendimento do campo novo ainda em desenvolvimento – livros mastigados não resolvem -, ou o acesso aos aparatos materiais e tecnológicos necessários, mas sobretudo o fato de ser um caminhar por trilhas ainda não marcadas, sem muitas pegadas na areia: você é daqueles que, justamente por isso, abandona desesperado o projeto ou daqueles que, justamente por isso, avança ávido em busca do novo?… Como qualquer tarefa do tipo, será dolorosa, penosa, mas jamais será mortal. Aqui se faz necessário, como quase em tudo, o papel da Educação…

Não é preciso fazer tudo sozinho. É preciso antes desenvolver a supra ideia, a meta ideia da coisa, porque o resultado prático e os recursos estarão disponíveis para sua ideia. A oportunidade é de trabalho conjunto entre artista e cientista, entre artista e engenheiro quântico. Questionar esse imenso fosso – inclusive acadêmico – que muitas vezes separa as áreas, embora, como já cantava Gilberto Gil no seu disco conceitual dos anos 90 justamente sobre física quântica, abrir do século: “Sei que a arte é irmã da ciência, filhas de um mesmo Deus fugaz, que faz num momento e no mesmo momento desfaz.”

O quantum não tem nada de frio ou de extremismo científico.

É lidar com tempo e espaço.

É lidar com as múltiplas capacidades da arte e do homem em todos seus ângulos, tempos e espaços possíveis.

É o sumo da Paidéia dos gregos antigos, porque tem a ver também com a mentalidade dos quantas, isto é, com a mente quântica – mil vezes mais próxima de nós enquanto humanos de corpo subjetivo e corpo físico do que qualquer outra tecnologia digital/virtual usada até agora!…

Eis o futuro do futuro.

Recursos e pesquisas não faltam.

Inclusive no Brasil, na ciência brasileira.

Links:

Vídeo superficial e improvisado que fiz antes de escrever o texto: https://www.youtube.com/watch?v=LwpnmfonxGU

Notícia: “Cientista brasileira descobre novo método de fazer imagem quântica” – http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/09/cientista-brasileira-descobre-novo-metodo-fazer-imagem-quantica.html

(em progresso)

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