Algo de muito sério ocorre no Direito brasileiro: psicopatia, fundamentalismo e autoritarismo

Há algo de muito, muito errado nos cursos de Medicina e de Direito deste país! Não é possível! Outro dia, um colega enviou-me pesquisa deste ano elencando as profissões mais procuradas por psicopatas, e ambas as áreas encabeçam a lista.

As notícias, os fatos comprovam. Acho que falta mais humanismo na formação e nas disciplinas destes cursos e, depois, TESTES RIGOROSOS de EMPATIA na admissão de médicos, doutores, juízes, procuradores, desembargadores et al – e até mesmo de professores de ensino superior – nas nossas instituições! Não basta conhecimento teórico e aparente eficácia. A pessoa pode ser tirana, déspota, blindada e armada com as atribuições institucionais: “O mal é banal”, sentenciou a atual Hannah Arendt.

Não é possível! Os casos mais recentes têm me deixado enojado, pasmo, porque já passaram dos limites e, se continuar assim, vai atingir você, vai atingir a mim, vai atingir o chamado Estado Democrático de Direito, se é que já não atingiu!

Além de casos de médicos abusivos, estupradores, corruptos, mau intencionados ou assassinos (e suas impunidades proporcionadas por juízes), temos assistido profissionais do Direito completamente autoritários, elitistas (sempre o foram, mas agora a sociedade começa a tomar consciência do fato de seus privilégios descabidos), teocráticos, extremistas, fundamentalistas, descontrolados e narcisos, desrespeitando qualquer ética, e em conluio com mídias e políticos.

Tudo isso num país profundamente desigual tanto na área da saúde quanto na área da justiça!

Passei da fase de rir, de dizer “gente doida”. São mais do que isto – é aí onde mora o perigo: são verdadeiros sociopatas com delírios de poder, fundamentalistas, extremistas, radicais, e agora, ultimamente, mais do que nunca, escancarados, sem máscaras, legitimados pelo estranho levante da extrema-direita neoliberal no mundo todo.

Não falo apenas sobre Sérgio Moro, juiz federal de primeira instância sem ética que não sabe (ou finge não saber) quais são os seus limites. Juristas sérios do direito brasileiro já elencaram melhor do que eu os seus diversos abusos incomuns, as suas inconsistências. Narciso ao extremo, só me faz pensar que não passa de um moleque decorador de apostilas de concurso público. Quando penso nele, penso imediatamente em Ivan Ilitch.

Devem existir vários outros, assim como ele.

Há também o caso terrível da desembargadora do Rio de Janeiro, tendo trabalhado até mesmo em vários órgãos de grande magnitude e importância, como a Defensoria Pública, que, dentre diversos outros absurdos, zombou preconceituosamente em rede social da primeira professora com síndrome de down brasileira, insinuou deduções criminosas, impiedosas, insensíveis quando do assassinato brutal de Marielle, pediu “paredão profilático” para o deputado federal Jean Wyllys, e, conforme verifiquei recentemente, tem compartilhado vídeos dum populismo direitista de mau gosto que glorificam Jair Bolsonaro – este candidato de estupidez e autoritarismo sem precedências.

Assim como ela, devem existir várias outras, vários outros.

Em qualquer país sério, isto é inadimissível. Causa consternação que ninguém faça nada. Ela tem direito destes atos e pensamentos, dentro de um Estado Democrático de Direito? Tem, mas direito nenhum é autônomo; suas posições ferem muitos outros direitos previstos em lei. É flagrante, visível que essa pessoa não tem controle mental para os cargos que exerce.

Há também o caso recente do MBL, que teve uma série de páginas de fake news retiradas devidamente do Facebook. Ora, em Goiás, um procurador da República deu prazo de explicações para a rede social se manifestar, como se o Facebook, instituição privada, tivesse feito algo próximo da censura. Isto nos faz pensar imediatamente onde é que o Ministério Público Federal está quando ocorrem casos bem mais importantes e, estes sim, de interesse nacional e público, como crimes contra a terra e contra indígenas, crimes policialescos na periferia, etc. Averiguei que o tal procurador ostenta em seus perfis dizeres e imagens religiosas fundamentalistas (tal qual Dallagnol, aquele do patético e desprezível PowerPoint), que também coaduna com o pensamento extremista.

É sufocante constatar que essa gente ideologicamente estreita está em cargos de mando, ou seja, tem certo poderio! Mais terrível ainda é imaginar que não são casos solitários, que como eles há diversos pelo país inteiro, nas nossas instituições, talvez desde sempre!

São também burros, superficiais, incultos, xucros (sim, como todo psicopata, apenas enganam “inteligência” pelo domínio da “técnica” e pelo calculismo) – o que me deixa ainda mais perturbado e estarrecido, pois estão em altos cargos abastados de mando que exigem enorme cuidado, sensibilidade e intelecto!

Se há algo de positivo em tal esculhambação, é o fato de que a sociedade começa a tomar consciência do que, até então, parecia omisso ou velado.

Volto a repetir: é preciso investir em maior humanismo na formação destes cursos e considerar testes importantes de empatia para a admissão. Mais do que isso, quando é que vão tomar providência?!

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