Minha gata entre meus livros…

Minha gata, bela escultura felina entre meus livros. Leonardo da Vinci tinha razão: o menor dos felinos é uma obra de arte… São voyeurs e poseurs, com senso estético corporal apurado, com senso de persona e teatralidade avançadas. São vários os motivos pelos quais escritores e filósofos gostam de gatos; não só o silêncio e o mistério e o devir animal (selvagem-além-humano quando se escreve e se faz arte) e a estética e a velocidade da pata de um gato, que deve ser a mesma para se fisgar a inspiração, e a concentração sobre o objeto e a atenção absoluta que nunca descansa e a observação curiosa sobre tudo e a independência e a praticidade diária em relação a outros animais e o espírito feminino fundamental (cães parecem ter energia mais masculina) para a gestação e criação artística e de uma obra, não só a companhia para a (terrívelmaravilhosanecessária) solidão, mas porque são também de um relaxamento incomum: só utilizam os músculos necessários para as ações – grande ensinamento para quem passa o dia todo tenso, escrevendo e lendo em postura ruim, sentado ou, como eu, com clinomania… E ela me ama; dorme comigo e me segue e me olha assim com malemolência…

Gatita Bela entre meus livros.

Gatita Bela entre meus livros.

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