Esses dias me perguntei o que significa ser santista…

Esses dias me perguntei o que significa ser santista. Não, não falo do time, que o Brasil e o mundo inteiro conhecem, mas da cidade importante, que muita gente se esquece, onde nasci e cresci. Identifiquei traços em comuns da minha personalidade em outros. Evitei os clichês. Desconsiderei as enormes diferenças entre as gerações. Fiz rápido juízo do percurso histórico da velha Santos, cheia de glória e também de opróbrio, tentando encontrar algo que tenha se mantido na mutação do tempo e dos séculos. Concluí, não sei se mais a meu respeito íntimo do que a respeito do coletivo, que sou bem santista, isto é, tenho aquela timidez ou polidez provincianas que almejam a erudição e o cosmopolitismo. É estranha simbiose de humor, simpatia e estreiteza de espírito de quem nasce no interior (não, ou melhor: numa ilha, como Santos a é) com o vasto sentimento Atlântico do mundo de quem nasce próximo do mar. Essas duas partes se alternam e brigam sempre em mim…

Fernando Graça e o mar de Santos, finais de 2016 ou início de 2017.

Fernando Graça e o mar de Santos, finais de 2016 ou início de 2017.

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