Niobe Xandó (1915-2010), paixão à primeira vista

Ontem, domingo, fui na Pinacoteca. Há muito tempo que eu não ia. Quando foi a última vez? Quando eu ainda era criança ou adolescente em Santos, com a escola. Passei propositalmente batido por muita coisa: evito tudo que seja reto demais. Acho que minha grande paixão vai ser sempre o século XX. Do João Turin, gostei apenas das feras. Foi uma grata surpresa me deparar com um Amilcar de Castro: é preciso ter olhar muito treinado para ver poética e sensibilidade naquela vanguarda dura, concreta, dele (uma outra hora escrevo algo sobre sua obra, que é uma das minhas favoritas). Depois, na sala de livros, comprei um volume da exposição de 2007 da Niobe Xandó. Eu não a conhecia. Foi paixão à primeira vista: primeiro, o reconhecimento da quantidade infindável de mulheres nas artes plásticas brasileiras, a maior parte desconhecida pelo público; depois, os traços simples, o arcaico junto ao moderno (quem é familiarizado com Jung como eu logo se apaixona), as máscaras africanas, indígenas, o lúdico, a vontade explícita e arquetípica de se pintar os elementos. Comprei o livro. Não há muitos vídeos sobre ela e também são poucas as informações na Internet. Criei um artigo na Wikipédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Niobe_Xandó) e encontrei esse vídeo no Vimeo:

Fernando: 25 de abril, 2016.

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