o poder absolutista do judiciário e da polícia – tomar e rejuvenescer a política

Dentre os diversos embrulhos que estão acontecendo no nosso país, um dos que mais me intrigam como escritor, pensador, ser humano é o poder praticamente absolutista e ditatorial do judiciário e da polícia. Suas consecutivas ações apontam ou para um zelo moralizante na política, transparência, fim da impunidade ou para um neofascismo! Seja para o bem ou para o mal, junto com a mídia estão acabando com o Estado, com os partidos e com os políticos – bem desprezíveis, corruptos e incompetentes, não nego. Mas o que é que pode surgir disso, se mal temos liderança e a minha geração está mais preocupada em escrever no Facebook do que em entrar em peso na política, com determinação e força?… Não vai vir um socialismo, porque os esquerdistas que conheço, quando não praticam uma social democracia meia boca ou um neoliberalismo similar ao da direita, viraram teóricos melancólicos, impotentes e chatos – desse jeito, vai vir um neofascismo atroz – tomara que não! Mas hoje quase todos (mais velhos do que nós) estão investigados, comprometidos, podem ir presos, por suas relações com capitalistas. Estertores, fim de um período e de um sistema, e quem é que vai propor outro?… Não tem ninguém. O mercado americano parece arquitetar, como consequência disso ou como causador disso tudo, monopolização do que havia de mercado brasileiro. Nos contentamos em sermos espectadores. Agora, com tudo fragilizado, é que era hora de ser radical e trazer oxigênio e novidade para a política, dentro e fora dela, porque, na verdade, não existe dentro e fora: rejuvenescer.

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