AIDS e choque de gerações

aqueles que viveram com a iminência primeira da AIDS sempre me pareceram, no geral, sujeitos caretas, no modo de se vestir, de ser, em tudo – geração agora madura, nos seus 50 e poucos anos, antes amedrontada, mas ainda traumatizada, retraída… eu não entendia isso, esse choque de gerações que sempre me incomodou quando perto deles. é que a minha geração já é pós, com AIDS ainda, sim, mas incomparavelmente não como antes, com a possibilidade do retroviral e do afastamento da morte, mil vezes mais descolada, instigante, com novo renascer sexual, em milhares de exemplos que destoam do conservadorismo e da caretice – e que esbarra, é verdade, na superficialidade dos aplicativos, mas toda regra, em qualquer lugar que seja, virtual/real/digital, tem sua divina (e poética) exceção…

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