Samuel Beckett, Heiner Müller e o Teatro Pós-moderno: artigo de Jonathan Kalb traduzido por Fernando Graça

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RESUMO: Heiner Müller, o mais importante herdeiro espiritual de Brecht, foi figura dominante do teatro alemão durante as décadas anteriores à sua morte em 1995. Pouco se sabe, porém, que este comunista heterodoxo e moscardo político da Alemanha Oriental foi influenciado por Beckett, e que tal influência o levou, no final de sua vida, a um surpreendente e frutífero impasse mental cuja expressão se vê em sua obra mais interessante e formalmente inovadora. A conexão Müller-Beckett tem sido subestimada por estudiosos de Brecht e Müller, mas é de crucial importância para compreender não apenas o teatro de Müller, como também o fenômeno de larga disseminação do teatro “pós-dramático” que Beckett inspirou proeminentemente – categoria internacional inovadora caracterizada por paisagens teatrais quase “conscientes”, personagens dramáticos descentrados e metáforas incertas do palco.
Tags: Samuel Beckett, Heiner Müller, teatro pós-dramático, pós-moderno, pós-modernismo

Pós-escrito de outubro de 2017: Quando traduzi esse artigo em Junho de 2016, vivia um bloqueio criativo de escrita muito grande, porque os inovadores e iconoclastas que consumi pareciam não ter me deixado nenhum resto. Já era familiarizado com Beckett, claro – mais a prosa do que o teatro, para falar a verdade. Mas o contato mais aprofundado com Heiner Muller e sua dramaturgia desconstrutiva, descentralizada, resolveu completamente minhas indagações e me entusiasmou. A analogia entre os dois, então, equivale a uma conjunção de remédios lenitivos ou corrosivos que ou curam de vez ou pioram a situação!

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