Gilles Deleuze – O que é um mau filósofo e o que é um bom filósofo?

Trecho retirado de O Abecedário de Deleuze, 1988. De forma categórica, Deleuze explica do que realmente se trata a filosofia, dizendo que mau filósofo (ou pseudo-filósofo) é aquele que não se defronta verdadeiramente com os problemas, tampouco cria conceitos originais, apenas emite opiniões (muitas vezes já prontas): “eu acho que…”, “é o que eu acho…” Hoje no Brasil temos uma plêiade de pseudo-filósofos achistas, medíocres e idolatrados por uma massa carente, que podem ser chamados, com todo o direito, de marketeiros, professores ou palestrantes, mas jamais de filósofos. Estou falando de Pondés, Cortellas, Karnais (embora este se auto-denomine historiador) e afins… (Olavo de Carvalho, que nem merecia ser aqui citado, não é nenhuma dessas coisas – é só um youtuber sênior mesmo…) Antes de dar esta importante fala, Deleuze havia citado o caso de Leibniz, que criou o conceito da mônada a partir do problema da dobra umiversal e dos desdobramentos barrocos (Deleuze escreveu um livro só sobre isso) — preferi cortar esta parte, pois ficaria longo, mas trata-se de um dos muitos exemplos concretos e formidáveis do que é fazer Filosofia e do que é ser um bom filósofo. “Mau filósofo é aquele que não problematiza nem cria conceitos; emite opiniões. Ser filósofo é lidar com problemas e criar conceitos.” DELEUZE, Gilles.

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