Uma anotação percuciente…

A transexualidade é uma forma de prática de si, logo de experimentação de si, portanto, é automaticamente uma grande política revolucionária. (Toda grande política, afirmo ecoando Nietzsche, é imanente.) Como toda experimentação de si (“Não deixarão você experimentar no seu canto”, escrevem Deleuze/Guattari pensando no louco Artaud), é subversiva para todas as formas sociais. Até mesmo a medicina oficial (e psiquitria, psicologia, psicanálise) — que também não passam de mecanismos de poder — só parou de tratá-la como transtorno recentemente: aliás, talvez TODAS as loucuras, paranoias e afins um dia também deixarão de ser estratificadas, perseguidas, amarradas, organizadas, contidas, para serem encaradas como EXPERIMENTAÇÕES POTENTES DE SI. Contra a overdose, a degradação e a morte, apenas a prudência…

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