NIETZSCHE E A POLÍTICA

Já há estudos mais cavados por aí a respeito, em português e mundo afora, a um clique do Google, em sebos e livrarias e bibliotecas. Meu pobre parágrafo é apenas para sintetizar e organizar. Esses dias andei estudando mais profundamente a política em Nietzsche. (Leiam, no entanto, o longo texto que já escrevi sobre ele por aqui, meses atrás.) Constatei, entre recuo e paixão, o que já esperava. Ao passo que, para ele, a democracia (e mesmo o marxismo, o socialismo, etc.) era uma ameaça ao indivíduo e levavam à “igualação”, à “mediocrização” do homem, preferindo, portanto, valores aristocráticos (decadentes em sua época, diga-se de passagem, ali no final do século XIX e no anunciar do XX), ainda assim a esfera política, desprezada por Nietzsche por não passar de “repetições”, é transferida então na cultura, nos valores, no corpo e na fisiologia – nisso se encontra seu grande legado vivo até hoje.

“Todas as grandes épocas da cultura são épocas de declínio político:
o que é grande no sentido da cultura era apolítico, mesmo antipolítico.”
(GD/CI Was den Deutschen abgeht 4, KSA 6.106).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *