A Bíblia é um absurdo…

A Bíblia é um absurdo. Tem livros lindos — o erotismo metafóricopoético dos Cânticos de Salomão, a simplicidade narrativa conduzida nos Evangelhos, o sábio grito do Eclesiastes –, diversas passagens e episódios marcantes e fantásticos, seja do ponto de vista literário, histórico ou mesmo espiritual, mas também muita abobrinha, muita coisa ridícula. O Gênesis, criação, Adão, Eva e serpente, por exemplo, é praticamente um crime contra a inteligência e a sensatez, historinha pra crianças bobas: as cosmogonias dos gregos antigos e seus mitos são mil vezes mais inventivas. Toda misoginia, como aquelas que se encontram em São Paulo, devem ser combatidas. Todo o preconceito que há na Bíblia, toda palavra de ordem e submissão devem ser contrargumentadas, e já foram ao longo dos tempos, até mesmo dentro de grupos teológicos mais modernos… O Deus do Velho Testamento é indesejado, incômodo, insuportável e só faz justificar o panteísmo de Espinosa e a iconoclastia de Nietzche. Enfim, me espanta que eu ainda não tenha escrito amplo estudo crítico sobre a Bíblia neste blog ou em qualquer outro canto, acadêmico ou não, porque é um assunto que, quando longe de fanatismos e fundamentalismos e fés cegas, me interessa muitíssimo… Até agora toda minha movimentação neste sentido tem sido oral, para contatos e colegas próximo… Deixo então este pequeno parágrafo-comentário em forma de apólogo enquanto não escrevo algo mais cavado sobre a Bíblia no futuro, pois até sei algumas frases e passagens de cor…

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