De repente, sinto como se eu estivesse prestes a esbarrar numa felicidade sem tamanho…

De repente, sinto como se eu estivesse prestes a esbarrar numa felicidade sem tamanho…

No entanto, como ficcionista que sabe que o fim está no começo, como um ator que sabe o final da peça e o presentifica já na primeira cena, como alguém libertado por Espinosa, Nietzsche, Artaud, Deleuze e por alguns budistas, como alguém mais ou menos informado sobre física quântica, noto que sou capaz de antecipar essa felicidade, não mais colocada no futuro, no ideal, nas instituições, na transcendência, ou em qualquer promessa ou em qualquer esperança — por mais imagéticas e concretas que elas possam parecer –, senão agora, no real, imanente em mim.

Os acontecimentos da minha vida já existiam antes de mim. Nasci para encarná-los. Aceito cada um deles com intensa participação e coautoria. As maravilhas e as qualidades agem em mim num tempo infinito; as dores e os sofrimentos são um tempero a mais que me fortalecem.

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