A CRISE CHEGOU NA ELITE MUSICAL BRASILEIRA E MUNDIAL

Ontem escrevi aqui que a crise chegou na elite musical brasileira (na mundial, basta ver como quase não há nenhum vídeo e áudio original disponível dos Beatles por aí, tiraram todos, proíbem todos, você tem que pagar caro, se quiser – ALL YOU NEED IS MONEY) e dei vários exemplos e citei vários nomes de músicos, cantores e cantoras brasileiros, mas depois apaguei meu texto, porque aprecio muitos deles e achei injusto, embora seja mesmo verdade, tanto que vi por aí que Caetano Veloso fará uma “live” com Luan Santana, o que me fez pensar de novo no assunto, principalmente por causa das reações. Bizarrices semióticas, só os fãs percebem o ridículo, de repente o mercado nivela qualquer signo, joga os repertórios estéticos lá pra baixo, torna tudo a mesma coisa, e reúne signos díspares numa forçação de barra total: tropicalismo ou antropofagia são outros quinhentos… John Lennon, afastado da música (ou melhor, da indústria da música) por uns anos, enfurnado em seu apartamento de luxo no Edifício Dakota com Yoko e filho, num “áudio diário” de 1979, com inveja, mas não sem razão, bem dizia que Paul McCartney, Bob Dylan, Mick Jagger e companhia ilimitada não passam de homens de negócio.

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