Augusto de Campos, Jean Luc Godard e Tom Zé são, para mim, os três maiores gênios da arte vivos hoje

Augusto de Campos, Jean Luc Godard e Tom Zé são, para mim, os três maiores gênios da arte vivos hoje. Será que estou sendo injusto com alguém? João Gilberto, infelizmente, não está mais ativo… Nenhum jovem?! Não: mas aguardem eu lançar tudo o que está em minha mente e espírito e computador… E as outras artes? Não sei, esta é a minha impressão no momento, que os três são os maiores. Sempre que vejouço um novo trabalho deles, tal impressão se reforça em mim: como me inspiram! Como o resto parece decadente perto deles! Decadente, isto é, remoendo e perlaborando o mais do mesmo. O que têm em comum? São octogenários. E além disso? Não parece: são mais jovens do que eu ou do que qualquer outro. Por quê? Porque, a cada obra, procuram inovar, criando uma ruptura coesa com a anterior; parecem estar sempre no amanhã; além da forma, ou melhor, junto com ela, o conteúdo é sempre formativo, perspicaz, crítico. Nunca voltaram atrás! Possuem um compromisso estético. Há estruturas neles que foram abaladas, reconfiguradas, e valores que foram transmutados de forma sem precedentes e sem par. E além disso? Possuem estilo próprio, que foge do óbvio, que destoa do panorama óbvio, decadente, redundante: um na poesia, outro no cinema, outro na música.

Comments

  • Na minha cidade ninguém conhece Tom Zé.Há o Brasil de Tom Zé e o Brasil de Luan Santana.Tenho dito.

    Ademar Amancio 22 de setembro de 2018

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