Confissão política e poética

Confissão: dentro das minhas angústias reflexivas e elucubrações políticas, tenho sentido a forte vontade de me candidatar, arregaçar as mangas. Mas aí me lembro que, de todos os papéis sociais dos quais tenho fugido, o de político é o pior. Fosse eu político, seria suspeito, jamais poderia dizer: EU MINTO, EU ERRO, EU NÃO VALHO NADA, ainda que não minta, não erre e valha alguma coisa… E aí desisto da ideia. Mas quem sabe?! Qual é o preço de abdicar da liberdade poética de se autoproclamar fingidor e de dizer “eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil”?!

Escrito em 11/05/2016

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