de repente, num relance, o espelho me deixou na retina essa imagem de mim, um clone-fantasma do Lauro Corona…

de repente, num relance, o espelho me deixou na retina essa imagem de mim, um clone-fantasma do Lauro Corona : beleza e morte : noutras palavras, Egon Schiele…

zerar o infinito, intuir que a cada virar de esquina e/ou a cada abrir de porta se vai encontrar algo ou alguém que mudará a minha vida, mesmo sem sentimento de fracasso ou desilusão quando não ocorre, e não ocorre tantas vezes que não devo pensar que um dia não ocorrerá

como quem desce os degraus da Rua Rodésia, como quem desce a serra e tenta abraçar em vão uma onda no mar de Santos, não alcanço, nem quero o mistério da entropia

feixo largando vista, bergman se iluminando, sem rumo onde o tempo são as tuas mãos apertando as minhas:

queria saber amar, basta para isto querer e expor que se quer, troco então esta frase do querer pela própria presentificação do querer e nada mais…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *