quatro homens mudaram para sempre a história moderna do mundo ocidental…

quatro homens mudaram para sempre a história moderna do mundo ocidental. há um antes e um depois deles no ocidente, para todos nós, de forma inevitável. depois deles nosso mundo nunca mais foi o mesmo. esses quatro abriram portas e fecharam outras, moldaram todo o pensamento do homem moderno, contraposto ao que havia anteriormente, e ainda hoje nos debruçamos sobre eles ou carregamos seus pesos. revolucionaram, subverteram a moral, as instituições, as certezas, os valores, propuseram novos. estranhamente, apesar do abismo de posturas, ideias e escritos, concluo, enquanto escrevo essas linhas, que os quatro compartilham de um mesmo contexto básico, de um mesmo ‘zeitgeist’, que ocorre precisamente nos anos finais do século 19 e sobretudo na virada do século 19 pro 20: a saber, o fim de (ou o cuidado com) qualquer misticismo, a análise exclusivamente humana, o ‘pé no chão’. estranhamente, os quatro fazem parte do mundo germânico: Nietzsche (Deus está morto, iconoclastia total, o homem é uma ponte, para além do bem e do mal, resgate do Narciso, o corpo, a potência), Marx (grande teórico do capitalismo, do manifesto comunista, junto com Engels, da busca por justiça e igualdade social, do materialismo histórico, enfim, o marxismo em geral e seus correlatos), Freud (a importância e a força do sexo e do desejo, a interpretação humana dos sonhos – onde somos muitas vezes secretos, monstruosos, tiranos -, o inconsciente e sua importância sem precedentes na história), e Einstein (a relatividade, tempo e espaço não são absolutos nem constantes, o mundo não é obra de um relojoeiro celeste).

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