CONFISSÃO INCONFESSÁVEL CONTRA BOLSOMINIONS: MINHA ARGÚCIA CONTRA A ARGÚCIA ALHEIA, OU HUMANO, DEMASIADO HUMANO

Preciso confessar algo que, nas nossas sociedades, é inconfessável. Hoje, discutindo com dois marmanjos bolsominions (inevitavelmente, pois me apareceu uma foto desprezível qualquer no Instagram e não aguentei), em certa altura um deles comentou (mais abaixo confesso o que fiz de inconfessável): “Poeta, dramaturgo, escritor, artista, tudo nome chique para vagabundo maconheiro.”

O que é uma injustiça, visto que nunca comprei cannabis (prefiro este nome) e fumei socialmente com um amigo há quase 1 ano. Não sou “maconhista”, como dizem alguns, isto é, consumidor ou fumante assíduo. Até mesmo meu cachimbo está encostado há dois meses: fumo quando realmente quero. Mesmo se eu fosse “maconheiro”, trata-se de xingamento muito raso de quem não tem artifícios melhores para contrargumentar tudo o que eu tinha exposto em meu texto, como é típico dessa gente desviar o foco dos verdadeiros problemas (vide os eventos recentes em relação às exposições e discussão de gênero): meu texto era justamente sobre discursos fascistas, demagógicos, lavagem de dinheiro explícita (JBS) daquele patético político que mama na teta do Estado e a diz honesto, que colocou os filhos e outros parentes para mamar também, todos sem qualquer projeto relevante, e tudo isso porque foi militar irresponsável e expulso (que colocou uma bomba para aumento de salário, fato bem documentado em jornais e revistas da época).

Nenhum dos raivosos soube responde diretamente a essas acusações válidas e importantes de serem divulgadas e esclarecidas.

Aqui, eu escreveria, confesso, um texto como vítima, porque fiquei absolutamente indignado e chocado com a frase do usuário efêmero, não por causa do “maconheiro”, mas pelo fato do uso pejorativo dessa palavra e da outra,”vagabundo”, sendo associada às artes e à minha vocação de escritor. Que truculência, que ignorância, que estreiteza de espírito! É o horror, é o fascismo. É um personagem tosco de Oswald de Andrade e também de Kafka.

Mas ele sumiu e se apagou quando falei as palavras mágicas: DNA digital, advogado, processo, calúnia, difamação, indenização por danos morais.

A minha confissão inconfessável, no entanto, é a seguinte: que não sou frágil, meramente atingido, que eu também pensei o pior dos dois.

Sobre o da área de educação física, comentei um clichê válido: exercita mais o teu cérebro em vez de só o corpo, ignorante!

Sobre o outro, engenheiro civil, pensei: deve saber tudo sobre números e construções, nada sobre humanos, burro de carga.

Por que confesso isso, já que todos nas redes sociais são vítimas?…

Porque com essas considerações logo me cicatrizei, e não por mera vingança, mas porque notei que o que importa é o que eu penso de mim, do mundo e dos outros, que também tenho essa faculdade de pensar; e, sobretudo, que sou humano, demasiado humano, e posso usar minha argúcia contra a argúcia alheia (se bem que, no caso dessa gente acéfala, desencantada e improdutiva, nem podemos falar em argúcia.)

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