INSÔNIA LITERÁRIA

Conseguem ler os versos na tela? Segredo. Se há uma coisa, ou melhor, várias coisas, que me tiram, literalmente, o sono, são os versos, ficções, poemas, prosas, desprosas, descontos, destinos, livros que venho compondo para mim mesmo, para a eternidade e para diversos concur$o$ de literatura… São muitas formas diferentes, experimentais, vanguardistas, tradicionais, títulos, técnicas, díspares e às vezes interconectados, como se eu fosse um amontoado de escritores sem deixar de ser eu, como se eu fosse vários poetas do passado, vários poetas do futuro, vários poetas do hoje: céus, com certeza isso é mal de Fernando… Só me falta um sentido de organização contra tanto caos. É a “insônia feliz” que o amoroso Mario de Andrade (1893-1945) se refere no conto “Peru de Natal”. Mas a tarefa que logo se ramifica em centenas de outras tarefas não pode adiar a conclusão singular e precisa e o quanto antes do meu primeiro livro de poemas, multiformes (escritos em 4 anos de São Paulo, alguns em Santos, outros no Rio)!

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