Entre esquerdofrênicos e direitopatas

Sou um socialista democrático antistalinista, às vezes um apolítico de saco cheio, entre esquerdofrênicos e direitopatas. E quando o crush é uma “coxinha” política e você só descobre depois do gozo?! Rola uma discussão de leve, em que você desmonta todos os discursos frágeis, refutáveis e decorados (como todo bom leonino), fazendo a pessoa preferir sua boca como saída de desejos do que de palavras. Posso ser coxinha em determinado estilo de vida e comportamento (como alguns já me chamaram), mas no sentido político, jamais! E no final você sente pena, profunda pena e compaixão dessa “direita” ou desses “coxinhas”, porque são mais deprimentes que os esquerdopatas, mais desmiolados que os esquerdofrênicos, porque, apesar de se gabarem de serem doutores, pós-graduados e o diabo a quatro (como se não houvessem fortes movimentos sociais estudantis), são fúteis e bobinhos, muito bobinhos, extremamente tolos, ingênuos, com frases prontas e previsíveis que nos dão pena… A inteligência é fenômeno raro em qualquer parte do mundo, inclusive nas universidades (digo isso depois de largar duas e estar na terceira). Os coxinhas são até fofos dentro de suas burrices. Piadas de si mesmos: não são tão perigosos como as pessoas imaginam… Basta lembrar das declarações daquela gente indo nas ruas anti Dilma: tudo pateta, tudo abominação política, areia movediça de si mesmos! Sem contar de suas truculências, de sua inaptidão para o debate: essa é a classe estudada do país?! O modelo de vida deles (trabalhar, ter carro, ter filho, ter graduação – não necessariamente estudar -, constituir família, comer, dormir, se distrair com entretenimento, com viagens fúteis no exterior) é bitolado, tacanho e deprimente. Não há nenhum problema nessas coisas, o problema é viver uma vida inteira dentro disso sem se questionar, fazer disso a sua vida. Você critica o PT e o PSDB e eles ficam confusos (claro, são as duas grandes forças polarizadoras aqui em São Paulo). Falam que o PT está há 13 anos (!) e se calam quando você fala dos 20 do PSDB e dos não sei quantos do PMDB. Falam do “golpe comunista” e não têm resposta quando você mostra evidências e sugere fontes sobre a improbabilidade disso ter acontecido na época (Chomsky no Roda Viva ajuda), acrescentando que a luta armada era apenas uma pequena parte da quantidade de gente contra o golpe e finalizando ainda que a ditadura militar foi financiada de forma corrupta pelos Estados Unidos, citando nomes e provas. Você mostra a estrutura da corrupção nos diversos partidos e dentro do sistema político e eles não sabem desenvolver. Dizem que não são de direita, se declaram apolíticos, anti-partidários, patriotas, mas só enxergam defeito num único bode expiatório! Diante da minha magnitude, que consegue criticar esquerda e direita (embora essa divisão exista cada vez menos), eles ficam cada vez mais pequenininhos. E então, depois de revelar a eles que, ao pensar ingenuamente que não estão tomando partido, eles acabam tomando passivamente, e servindo de massa de manobra de grupos que muitas vezes vão contra eles próprios (evangélicos fundamentalistas, por exemplo, no caso dos LGBTs fúteis, bobinhos e dolorosamente alienados), eles se sentem realmente incomodados e contrariados. Não entendem de política: para eles só existe a Presidência. Você lança perguntas pertinentes e não sabem responder. Acabam concordando com você, quando você amplia o horizonte. Acham que vão te atacar quando eles falam do Lula, do PT, disso, daquilo, mas não se aprofundam quando você lhes mostra que o buraco é muito mais embaixo e que seria maravilhoso se somente o Lula fosse ladrão. São meros papagaios da mídia, não possuem um pensamento próprio, repetem apenas que fulano é ladrão, que isso é aquilo, etc. Não alcançam a complexidade política, não têm autocrítica, nem ideias. Eles sucumbem aos seus próprios vazios energumênicos, jamais vencem. Espanta que sejam médicos, advogados (pra falar a verdade, não espanta, não…) Resumo da ópera: coxinha é gostosa, sim, é uma delícia, mas comer demais dá azia!

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