O presente não pode ser apenas receptor, tem de ser criador

Quando criança, eu gostava de arrancar as cabeças dos bonecos e colocá-las nos corpos de outros bonecos. É o instinto do homem de destruir, reconstruir, fuçar e subverter a ordem. Eu era muito criativo. Depois, os adultos nos enchem de regras, mesmo no mundo da arte, e nosso dever é continuar a quebrá-las.

Como escreveu Darwin n’A Descendência do Homem, as espécies em geral e os seres humanos em especial gostam sempre de introduzir novidade nas coisas. Faz parte do meu temperamento. Gosto de pessoas e de obras que destoem. Procuro sempre experimentar, escrever e criar uma arte que subverta padrões.

Nunca me interessei pelos estilos de vida que me cercam, as pessoas são previsíveis demais, seguem religiosamente o que lhes disseram, vivem suas vidas em função de padrões impostos. O mundo hoje vive uma época onde o presente é inquestionável, os sucessivos erros da história nos tornaram reféns dos sistemas.

Como pode então haver felicidade, liberdade e inovação? O PRESENTE NÃO PODE SER APENAS RECEPTOR, TEM QUE SER CRIADOR. A vida é mais, a vida pode ser mais, a vida tem que ser mais.

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