Relendo Nietzche: Não se pode ser artista sem ser doente (Fisiologia da Arte, Vontade de Potência)

Relendo Nietzsche:

“São os estados de exceção que determinam um artista, todos aqueles que estão intimamente ligados e conectados a fenômenos mórbidos, de tal modo que não se pode ser artista sem ser doente.” (Vontade de Potência, livro II, Cap. VI, 437)

Obs.: Que estados de exceção seriam esses?! Nietzsche, logo em seguida, elenca alguns estados fisiológicos que, no artista, formam “a pessoa”: embriaguez (“sensação de potência exaltada” / “obrigação interior de fazer das coisas o reflexo de nossa plenitude e nossa perfeição próprias” / “estado de prazer”, “sensualidade inteligente”), a “extrema acuidade de certos sentidos” (que permite criar linguagem própria, próxima de certas doenças nervosas, necessidade de falar, de se comunicar, necessidade do verbal, “estado explosivo”) e a necessidade de imitar. Uma vez escrevi por aí: “Arte é doença e salvação”…

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